quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Amor que não se mede, nem se entende. Clube de Regatas Vasco da Gama, por Danielle Vallejo

 Me prometi só voltar ao blog quando fosse pra falar de coisa boa. E por isso, volto hoje. Após sugestão de uma querida professora resolvi falar do meu grande amor aqui. O CLUBE DE REGATAS VASCO DA GAMA. Muita gente pode não entender de onde vem tanto amor, mas eu tento explicar. Cresci vendo Sr. André, meu querido pai, seguindo o Gigante da Colina. Nasci em 1990 e durante a minha infância meu time viveu anos de glória jamais esquecidos. Meu pai ia sempre a nossa Colina Histórica e ao Maracanã. Além disso, o responsável por boa parte do meu amor pelo Vasco, trabalhou no clube, o que me possibilitou entrar em campo com um time que tinha só Felipe, Edmundo e Carlos Germano e que nos levaria ao tricampeonato brasileiro. Tem como não amar?! Pra mim, impossível. Eu fui crescendo e criando o hábito de acompanhar o Vasco. Não sabia que competição, nem porque o time tava em campo, mas se era Vasco, lá estava eu na frente da tv. Até que aos 16, 17 anos eu descobri o amor pelo futebol. E aí, não teve mais jeito. Ninguém me segurava se tinha jogo do Gigante. Só o Sr. André. Aquele que seguia como poucos o Vasco vira e mexe me deixava chorando em casa porque não permitia que eu fosse a determinado jogo. Proteção de pai, a gente releva. E em 2008 veio a grande prova de amor. O rebaixamento. Esse foi um daqueles jogos que meu pai não quis que eu fosse, proteção não só física, porque certamente haveria confusão, mas também proteção afetiva. Que dia triste. O dia 08 de dezembro de 2008 ficou eternizado pra qualquer vascaíno. Por algumas horas a sensação de impotência e perda foi dominante, mas pra torcida do Gigante rapidamente o sentimento mudou. E a partir disso, O SENTIMENTO NÃO PODE PARAR virou a nossa máxima. E eu não podia deixar de comprar essa briga pelo meu amado Vasco. E como todo vascaíno que entrou nessa luta passei um ano ouvindo piadinhas sobre a série B. Que nem em 0,1% afetaram o meu amor. Passou 2009 e voltamos como um Gigante para a elite do futebol nacional. O CAMPEÃO VOLTOU. 2010 foi um ano não tão fácil. Mas nós estávamos ali. A restruturação fora de campo era fundamental para que o Vasco voltasse a ser o Vasco. E voltou. 2011 veio com um inicio desanimador, mas que também não foi capaz de abalar meu sentimento. E em 10 de junho de 2011 todo sofrimento começou a ser recompensado. O grito de É CAMPEÃO entalado há 8 anos, saiu. E junto com ele muitas lágrimas de alegria. Alegria que você que não gosta de futebol, nem tem amor por um clube, não pode entender. Mas que pra mim é infinita
.
Escolhi pra vida ser jornalista. É outra decisão que fiz por amor. Entrei na faculdade pelo jornalismo esportivo. Mas o amor ao meu Gigante, é amor infinito. Por isso desfiz essa opção. Amo jornalismo. Mas amo muito o Vasco da Gama. Por isso, me dedicarei as outras infinitas possibilidades da profissão.

Espero poder passar para meus filhos boa parte da importância que esse clube tem pra mim. Espero que eles entendam e me acompanhem. Porque eu: “NA ALEGRIA OU NA TRISTEZA, EU NUNCA VOU TE ABANDONAR!” 

Ps: ao rever cada um desses vídeos, sim, eu chorei. 

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